Réu é condenado a 24 anos de reclusão por homicídio qualificado e organização criminosa em Macapá

O Ministério Público do Amapá (MP-AP) conseguiu a condenação de Washington Pinto do Amaral por homicídio qualificado e organização criminosa, resultando em uma pena de 24 anos e 9 meses de reclusão, em regime fechado, além de 10 dias de multa. A sentença foi proferida na quarta-feira, 12, durante julgamento presidido pela juíza Lívia Simone Freitas, na Vara do Tribunal do Júri de Macapá, com a promotora de Justiça Tatyana Cavalcante representando o MP-AP.

O conselho de sentença acatou a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo a qualificadora por motivo torpe. O crime, que resultou na morte de Elisângela Fernandes da Trindade, ocorreu no dia 10 de março de 2021, no bairro Congós, em Macapá. A vítima foi executada com disparos de arma de fogo na cabeça e golpes de paulada, sendo retirada à força de sua residência por comparsas de Washington.

A juíza destacou a brutalidade do crime em sua sentença, afirmando que a conduta do réu foi marcada por elevada reprovabilidade, uma vez que a vítima sofreu uma execução violenta, evidenciada pelos laudos necroscópicos apresentados.

De acordo com os autos do processo, a motivação do homicídio estava relacionada a uma denúncia feita pela vítima contra Washington, o que teria levado a uma operação policial que resultou na morte de um membro da organização criminosa do réu. Convencido de que Elisângela e seu pai haviam sido responsáveis pela operação, Washington planejou e executou o crime.

Após mais de dez horas de julgamento, a promotora Tatyana Cavalcante comentou a condenação, destacando o papel do MP-AP em garantir a Justiça: “O Conselho de Sentença reconheceu a verdade dos fatos, garantindo uma resposta firme e proporcional à gravidade do crime. A condenação de hoje é um compromisso com a sociedade e com a vítima”, afirmou.

Foto: TJAP/Divulgação