Governador Clécio Luís defende papel estratégico do Amapá na COP30

O governador do Amapá, Clécio Luís, participou de uma reunião virtual com André Corrêa do Lago, presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), para discutir a participação ativa do estado no evento global, que acontecerá em novembro, no Pará. O encontro foi realizado a convite do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Durante a reunião, Clécio Luís destacou que o Amapá, sendo o estado mais preservado do Brasil, fortalece a posição do país na agenda climática global. O objetivo do governo estadual é garantir um papel de destaque na COP30, apresentando o contraste entre seus indicadores ambientais e sociais para atrair investimentos sustentáveis.

“Estamos dispostos a fazer o melhor e dar o maior retorno para o Brasil, para a COP, para o governo brasileiro e para o mundo. Nosso objetivo é associar esse grande ativo ambiental a projetos de desenvolvimento sustentável, porque a situação atual é completamente insustentável. Precisamos promover negócios verdes e éticos na Amazônia. Essa é a nossa proposta, nosso carro-chefe”, afirmou Clécio Luís.

O estado participará da COP30 com projetos estratégicos, como a Amazônia Internacional na Fronteira, em parceria com a Guiana Francesa, e a Amazônia Negra, envolvendo Suriname e República da Guiana. A intenção é demonstrar como o modelo de conservação do Amapá pode servir como referência para políticas ambientais e para a captação de recursos destinados a soluções sustentáveis.

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reconheceu o potencial do Amapá para mostrar ao mundo que a conservação ambiental em larga escala é viável. Ele ressaltou que muitos visitantes terão interesse em conhecer o estado mais preservado do Brasil, que mantém 97% de sua cobertura florestal intacta.

“Minha primeira reação seria estabelecer, em Macapá, um espaço para apresentar essa realidade aos estrangeiros. Ter no Amapá um centro que demonstre que a preservação ambiental é possível no Brasil, de forma institucional, é algo muito importante”, destacou Lago.

Outro ponto discutido foi a possibilidade de Macapá atuar como ponto de apoio à conferência, com investimentos na infraestrutura aeroportuária e na ampliação da rede hoteleira.

“Nós estamos mais próximos de regiões como América Central, América do Norte, Europa e Ásia, em comparação a outras cidades brasileiras. Isso representa uma oportunidade econômica para que aeronaves façam escala aqui antes de seguir para Belém, que fica a apenas 30 minutos de voo. Se houver agenda oficial e pudermos contribuir, queremos ser a vitrine da diplomacia brasileira, da ONU e do Brasil na COP30”, concluiu Clécio Luís.

Foto: Jessé Matos/Agência Grito